O vereador Damião Brito (Rede Sustentabilidade) usou as redes sociais dele nesta sexta-feira (3) para se defender das suspeitas de envolvimento em esquema de ‘rachadinha’. Na terça-feira (30) o vereador de Araçatuba foi alvo de uma ação da Polícia Civil que cumpriu mandados de busca na casa dele e no gabinete na Câmara, com apreensão de aparelhos celulares de Brito e da esposa.
Sobre a operação policial, Damião garantiu que sempre esteve à disposição da polícia, considerou desnecessário o mandado de busca e negou que tenha tentado esconder os celulares conforme informações divulgadas pela Polícia Civil.
“Na questão de celulares, os celulares eu não forneci a senha porque tinha coisas pessoais, foto da minha esposa, eu utilizo uma senha para várias coisas. Então, se tivesse de ir lá na delegacia, e colocar a senha, sem problema nenhum”, afirmou o vereador.
A respeito da acusação de ‘rachadinha’, feita à polícia por ex-assessores, Damião Brito nega o crime e atribui a denúncia a uma perseguição política.
“Sobre esse envolvimento, gente, é ano eleitoral e ano eleitoral acontece de tudo, eles querem calar, tem várias pessoas, eu mexi com gente grande, eu mexi com empresas, seja da área da saúde, seja da área do transporte, eu não vou me calar”, falou.
O vereador garantiu que vai provar a inocência e apontou, sem apresentar provas, um esquema em andamento para tentar comprar testemunhas contra ele. Também disse, sem dizer nomes, que está sendo ameaçado de morte.
DENÚNCIA
A investigação que resultou no cumprimento de mandados de busca contra o vereador foi iniciada há cerca de 8 meses. Segundo a polícia, a apuração teve como ponto de partida denúncias feitas por dois ex-assessores do parlamentar, acusando o vereador de ficar com a maior parte dos salários deles. O pagamento era feito em dinheiro.
De acordo com a polícia, nas buscas não foram encontrados valores em dinheiro. Ninguém foi preso. A investigação está em andamento e vai ter novas diligências.
O termo ‘rachadinha’ não é tipificado no Código Penal brasileiro. Essa prática criminosa é enquadrada na legislação como peculato, concussão, corrupção passiva.
