O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou em sessão realizada nesta quinta-feira (20) o acusado Kaíque Bistaffa Rodolpho à pena de 24 anos de prisão pelo assassinato de Gustavo Cavalari de Godoy dos Anjos, 23, na madrugada do dia 25 de dezembro de 2023, em um bar do bairro São José.
O júri começou às 9h da manhã e terminou por volta de 17h. Por maioria, os sete jurados votaram acatando integralmente a tese do Ministério Público, desta forma, condenando o acusado pelo crime de homicídio qualificado por meio que resultou em perigo comum (uma vez que os disparos foram feitos ao lado de um bar com várias pessoas) e de maneira que dificultou a defesa da vítima, que não fazia ideia do ataque, estava desarmada e sem qualquer chance de reagir.
O promotor Adelmo Pinho informou após a audiência que não vai recorrer da sentença. A reportagem do Portal Nossa Guia ainda não conseguiu contato com a defesa do réu.
Com a condenação, o acusado continuará preso, sem direito ao recurso em liberdade, por determinação do juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda.
“Mantenho a prisão preventiva neste ato, pois o réu não comprovou trabalho lícito, residência fixa e, se posto em liberdade, há grande chance de fugir, devido à condenação, para evitar a aplicação da lei penal”, escreveu o juiz na decisão.
O CASO
De acordo com o processo, a vítima estava junto com outras pessoas durante uma comemoração de Natal. Era por volta de 3h20 quando então saiu de dentro do bar para ir buscar cigarros no carro.
No caminho para o veículo o acusado surgiu de repente e fez disparos contra o jovem, atingindo-o na mandíbula e nas duas coxas. Um dos projéteis acertou uma corrente de ouro de um rapaz que estava perto, que não se feriu.
Após o crime, Kaíque fugiu em um carro levando a arma com ele. Uma equipe do Resgate foi acionada, mas Gustavo morreu no local. O réu foi preso um mês depois do homicídio, no Bairro Traitu.
O MOTIVO
Segundo ficou apurado pela investigação, em outubro do mesmo ano o acusado e a vítima tiveram um desentendimento durante uma festa em uma chácara da cidade. A confusão teria se formado quando a vítima foi defender um outro rapaz que brigava com o denunciado. Por conta essa interferência, o réu decidiu matar Gustavo Cavalari.
