O vereador Damião Brito (Rede) registrou na noite de quinta-feira (27) boletim de ocorrência na delegacia de polícia de Araçatuba (SP) alegando ter sido ameaçado por um familiar dos dois homens condenados no julgamento realizado pouco antes sobre o caso da tentativa de homicídio contra o próprio parlamentar.
Segundo o vereador, as ameaças também foram dirigidas à esposa dele, durante a saída do casal do Fórum de Araçatuba.
De acordo com o registro policial, durante a saída do prédio, a esposa do vereador contou à polícia que o familiar ao passar por ela disse algumas palavras em voz baixa, que soaram como xingamentos.
Na sequência, já na calçada do fórum, a esposa do parlamentar ficou aguardando ele buscar o carro do outro lado da rua. Nesse momento, a mesma pessoa se aproximou fazendo ameaças, dizendo à mulher: “vai morrer”. Também teria feito xingamentos.
A esposa entrou rapidamente no carro, sendo que neste instante, o familiar fez novas ameaças, só que desta vez, dirigidas ao vereador, dizendo: “você vai morrer também; nós vamos matar vocês”.
Enquanto o carro se afastava, a pessoa correu atrás do carro do casal por alguns metros fazendo novos xingamentos.
Após os fatos, o casal procurou a delegacia de polícia para prestar queixa. O vereador ressaltou que no local onde tudo aconteceu existem câmeras de monitoramento e que pretende solicitar as imagens para acrescentar na apuração dos fatos.
A reportagem do Portal Nossa guia está buscando contato com a família dos réus para saber se deseja comentar o assunto. Assim que conseguir o texto será atualizado.
JÚRI POPULAR
No júri popular, Jair Rossi dos Santos e Patrício Ferreira dos Santos, pai e filho, foram denunciados por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa. Ao final do julgamento, o pai teve o crime de tentativa de homicídio desclassificado para o de lesão corporal grave, sendo condenado à pena de 4 anos e 9 meses de prisão. Já o filho teve a participação na tentativa de homicídio qualificado contra a vítima reconhecida pela maioria dos jurados, recebendo então a sentença de 11 anos e 8 meses de prisão.
Segundo o processo, o crime aconteceu por causa de uma briga sobre o pagamento de um imóvel rural que o vereador havia vendido para um dos réus.
O pai vai ter que cumprir a pena em regime semi-aberto, mas poderá recorrer da decisão em liberdade. Já o filho terá que cumprir a sentença em regime fechado, porém continuará preso, pois não teve o direito de recorrer em liberdade.
