O Tribunal do Júri em Araçatuba (SP) faz nesta quinta-feira (1) o julgamento de duas pessoas acusadas de envolvimento na morte de Nathan Felipe Bernardes Machado. O crime aconteceu na noite de 4 de fevereiro de 2021, na Travessa das Araras, no Bairro Aviação.
De acordo com o processo, vão a júri popular Taíse Rodrigues Carvalho, apontada como a mandante do homicídio, e João Paulo Nascimento Jacinto, que confessou ser “matador de aluguel” e é acusado de ser um dos executores. O outro executor, Carlos Augusto Rodrigues do Prado, teve o caso desmembrado pela Justiça e já foi julgado e condenado em setembro de 2024 à pena de 13 anos e 4 meses em regime fechado.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a morte foi motivada por vingança. O pai de Taíse havia sido assassinado pelo pai de Nathan tempos antes, o que a teria levado a planejar o crime.
Para a execução do plano, Taíse teria pago R$ 15 mil a Carlos Augusto. Ele, por sua vez, contratou João Paulo para ajudar na execução, oferecendo a ele R$ 5 mil.
Na noite do crime, os acusados usaram uma estratégia para atrair a vítima. Carlos Augusto pediu à própria filha que chamasse Nathan ao local com a justificativa de que precisava conversar urgente com ele. Quando a vítima se aproximava do ponto combinado pedalando uma bicicleta, foi surpreendida e atingida por disparos de arma de fogo efetuados por João Paulo, enquanto Carlos Augusto dava apoio no veículo usado na ação.
Nathan tentou escapar correndo, mas foi perseguido e baleado novamente, caindo no chão. Ele chegou a ser socorrido e internado, mas não resistiu aos ferimentos.
Meses após o homicídio, em julho de 2021, Carlos Augusto foi preso em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca, portando a pistola calibre 380 utilizada no crime. Exames periciais confirmaram que os projéteis e cápsulas recolhidos no local do ataque saíram dessa mesma arma.
Os dois réus que vão a júri foram denunciados por homicídio qualificado, com os agravantes de crime praticado mediante pagamento e por recurso que dificultou a defesa da vítima.
O júri popular está previsto para começar às 9h, no Fórum de Araçatuba.
