O Tribunal do Júri em Araçatuba (SP), em julgamento realizado na quinta-feira (1), condenou os dois acusados pela morte de Nathan Felipe Bernardes Machado, de 19 anos, crime ocorrido em fevereiro de 2021, no bairro Aviação.
A acusada de ser a mandante do crime, Taíse Rodrigues Carvalho, foi condenada à pena de 21 anos e 7 meses de prisão. Já o homem que executou o crime, João Paulo Nascimento Jacinto, apontado como “matador de aluguel”, foi sentenciado a cumprir 30 anos e 4 meses de prisão. Ambos estão presos e nenhum deles poderá recorrer em liberdade.
O julgamento começou por volta das 9h e terminou após as 23h. Os sete jurados reconheceram, por maioria, a tese da promotoria, acolhendo o entendimento de que os réus praticaram homicídio qualificado, mediante pagamento e por recurso que dificultou a defesa da vítima.
O Ministério Público informou que não vai recorrer da decisão. O portal Nossa Guia tenta contato com os advogados dos réus para saber se pretendem apresentar recurso contra a sentença.
O outro acusado de participar do homicídio, também como executor, Carlos Augusto Rodrigues do Prado, teve o processo desmembrado pela Justiça e já havia sido julgado e condenado, em setembro de 2024, à pena de 13 anos e 4 meses em regime fechado.
HISTÓRICO
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por vingança. O pai de Taíse havia sido assassinado pelo pai de Nathan tempos antes, o que a teria levado a planejar o homicídio.
Para executar o plano, Taíse teria pago R$ 15 mil a Carlos Augusto. Este, por sua vez, contratou João Paulo para ajudar na execução, oferecendo-lhe R$ 5 mil.
Na noite do crime, os acusados usaram uma estratégia para atrair a vítima. Carlos Augusto pediu à própria filha que chamasse Nathan ao local sob o pretexto de que precisava conversar urgentemente com ele. Quando a vítima se aproximava do ponto combinado pedalando uma bicicleta, foi surpreendida e atingida por disparos de arma de fogo efetuados por João Paulo, enquanto Carlos Augusto dava apoio no veículo utilizado na ação.
Nathan tentou escapar correndo, mas foi perseguido e baleado novamente, vindo a cair no chão. Ele chegou a ser socorrido e internado, mas não resistiu aos ferimentos.
Meses após o homicídio, em julho de 2021, Carlos Augusto foi preso em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca, portando a pistola calibre .380 utilizada no crime. Exames periciais confirmaram que os projéteis e as cápsulas recolhidos no local do ataque saíram dessa mesma arma.
