A Polícia Civil fez hoje (26) em Birigui ação especial contra uma rede de farmácias suspeita de falsificar ou adulterar receitas médicas e de manter um estoque ‘oculto’ de remédios controlados que só poderiam ser vendidos por meio de retenção de receita.
A Polícia Civil pediu e a Justiça autorizou o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão nas farmácias do grupo na cidade. As equipes agiram de maneira coordenada, cumprindo os mandados ao mesmo tempo. Foram empenhados 32 policiais civis, sendo oito delegados e 24 agentes operacionais. A ação envolveu ainda 10 agentes das vigilâncias sanitárias estadual e municipal. A operação foi batizada de Hígia, que na mitologia grega é a deusa da saúde, limpeza e sanidade.
Segundo a investigação, o grupo responsável pelas farmácias é suspeito de falsificar ou adulterar receitas médicas com o objetivo de vender remédios que exigem obrigatoriamente a retenção de prescrição médica. Em apenas uma farmácia, os agentes apreenderam quase 300 receitas com adulteração ou indício de falsificação, além de formulários em branco com aposição de carimbos profissionais.
Também segundo a polícia, o grupo é suspeito de manter um estoque paralelo de medicamentos controlados, ou seja, sem registrá-los no sistema da empresa e anulando a chance de controle por parte dos órgãos competentes. Os remédios eram vendidos sem nenhum tipo de receita médica. É o caso de antimicrobianos e psicotrópicos.
Os agentes da Vigilância Sanitária constataram as graves irregularidades, registrando autos de infração e fazendo o lacre administrativo dos estoques paralelos de medicamentos controlados.
Os policiais ainda apreenderam aparelhos celulares institucionais e de membros da gerência e direção das farmácias.
“A análise preliminar imediata dos eletrônicos, realizada em campo pelos investigadores, já revelou diálogos telemáticos de evidente interesse policial, corroborando as linhas investigativas”, afirmou o delegado Eduardo Lima de Paula.
