As três pessoas presas hoje (20) por suspeita de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, que morreu após saltar de rope jump sem a corda de segurança em Limeira (SP), teriam ligação com o sumiço de uma câmera com imagens que poderiam ajudar a esclarecer o crime, segundo a polícia.
Os mandados de prisão foram cumpridos no Rio de Janeiro, contra uma mulher de 29 anos, em Limeira (SP) e em Indaiatuba (SP), onde dois homens de 25 e 27 anos foram presos. Os nomes dos três não foram revelados pelos órgãos de segurança. Presos integravam a equipe responsável pela organização e execução da atividade.
Segundo a delegada responsável pela investigação, Andréa Levy, a polícia identificou que eles teriam sido responsáveis pelo desaparecimento de um equipamento de captação de imagens que foi utilizado pela vítima durante o salto. Além disso, também foi identificado que conteúdos digitais que poderiam ajudar no esclarecimento do caso foram excluídos após a ocorrência. Celulares e outros equipamentos eletrônicos também foram apreendidos nos endereços dos suspeitos.
Três instrutores já haviam sido presos em flagrante. Esta semana, a Justiça de São Paulo negou o pedido de habeas corpus a dois dos três instrutores presos pela morte da jovem. Eles não conseguiram explicar à polícia o que realmente aconteceu.
A delegada plantonista Andréa Dantas afirmou que os homens não responderam se foi uma falha ou um lapso que fez com que a corda não fosse colocada na jovem. A Polícia Civil de São Paulo apura se os organizadores do salto atuavam sem empresa formalizada. A delegada apontou amadorismo e falta de estrutura do grupo. Além de citar possível falta de experiência dos envolvidos, Andréa Dantas Levy afirmou que os três homens presos no sábado (13) não tinham uma empresa formalmente estruturada nem autorização para realizar os saltos no local.
O trio faz parte de um grupo que oferecia os saltos na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). O preço por salto era de R$ 180 e, caso incluísse a filmagem, o valor é acrescido em R$ 110. No dia da morte da jovem, cerca de 100 pessoas deveriam saltar com a mesma empresa. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas caiu de aproximadamente 40 metros.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte no local, na trilha da Ponte do Esqueleto, segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia (Limeira) como homicídio.
Uma enfermeira tentou reanimar a vítima antes da chegada do socorro. Perto dela, estavam dois homens que se apresentaram como funcionários da empresa responsável por saltos no local, segundo o BO (boletim de ocorrência). A dupla entregou os documentos pessoais mas, segundo o boletim, acabou fugindo para uma área de vegetação no momento em que um policial se afastou para prestar apoio ao resgate.
No registro na polícia, foi possível ver três pessoas, que seriam da empresa responsável pelo saltos, erguendo a vítima acima de suas cabeças e, depois, arremessando a vítima da ponte. O documento destaca que, de acordo com a gravação, não havia qualquer equipamento de segurança e a jovem foi lançada em queda livre.
* O texto é do UOL, do Rio de Janeiro
