A Prefeitura de Araçatuba confirmou nesta quarta-feira (12) a primeira morte do ano por leishmaniose visceral humana na cidade. A vítima é um homem de 74 anos, que morreu em abril passado.
Além desse caso, o município registrou outra notificação positiva para a doença em 2026, também de homem, com 46 anos. O registro foi em janeiro e o paciente conseguiu se recuperar. O bairro dos pacientes não foi divulgado pelo município.
Segundo a Prefeitura de Araçatuba, ano passado foram registrados três casos confirmados da doença em humanos, nos meses de janeiro, março e dezembro. Nenhum dos casos evoluiu para o óbito.
CÃES
Em relação à leishmaniose visceral canina, segundo dados do município, de janeiro a julho de 2025 foram registrados 286 cães positivos. Já no mesmo período deste ano, foram registrados 177 cães positivos.
Entre as ações desenvolvidas pela Prefeitura de Araçatuba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, para a prevenção e o controle da doença, está a campanha Fora Leish, atualmente em seu quarto ciclo. As atividades foram retomadas em 10 de agosto e incluem a troca gratuita de coleiras repelentes e a coleta de sangue para o diagnóstico da leishmaniose visceral em cães cadastrados nas etapas anteriores.
O município recebeu novas coleiras repelentes, permitindo a continuidade das atividades. Nesta etapa, as equipes atuam exclusivamente nos territórios das UBSs Turrini, TV, Planalto, Umuarama, São Vicente e Centro, realizando visitas domiciliares conforme os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
A Secretaria também mantém ações de vigilância, prevenção e controle da leishmaniose, incluindo atividades educativas e orientações à população, controle do mosquito-palha, manejo ambiental, diagnóstico da leishmaniose visceral canina e atualização técnica das equipes responsáveis pelo controle da doença.
SOBRE A DOENÇA
A leishmaniose é causada por parasitas e transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. O ciclo pode ser explicado de maneira simples: ao picar um animal infectado, o inseto pode adquirir o parasita. Posteriormente, ao picar outro animal ou uma pessoa, pode transmitir a doença.
Por isso, é importante reforçar: não existe transmissão direta do cão para uma pessoa e nem de um cão para outro. Para que a transmissão aconteça, é necessária a participação do inseto vetor infectado.
Ter acesso à informação correta também é uma forma de proteger os animais e evitar medo ou conclusões equivocadas diante de uma suspeita da doença.
CUIDADOS PARA A PREVENÇÃO
Retire folhas, frutos e restos de vegetação acumulados;
Mantenha quintais e terrenos limpos e organizados;
Evite o acúmulo de matéria orgânica;
Mantenha limpos os espaços onde os animais permanecem;
Acompanhe regularmente a saúde do seu animal;
Converse com um médico-veterinário sobre medidas de proteção contra o mosquito-palha, incluindo o uso adequado de coleiras e produtos repelentes indicados para cães.
