A Polícia Civil de Birigui esclareceu nesta sexta-feira (24) o assassinato do homem de 43 anos achado morto na manhã de domingo (12) em uma estrada de terra na avenida Isaura Macarin Albani, no bairro Parque das Nações. Segundo a polícia, a viúva, de 39 anos, confessou ter assassinado o marido e ainda revelou detalhes do crime, inclusive que dopou a vítima com um sedativo antes de estrangulá-lo com uma corda.
O corpo foi encontrado por volta de 8h da manhã e a partir de documentos que estavam na carteira junto ao cadáver, ele foi identificado como sendo Francinaldo Batista Ferreira. Ele estava sem o aparelho celular. A princípio, as primeiras equipes da Polícia Militar que chegaram ao local não perceberam os sinais de violência no cadáver. No entanto, com a chegada da perícia, o caso passou a ser tratado como morte violenta após a equipe encontrar marcas de estrangulamento ou asfixia.
LAUDO CONFIRMA ESTRANGULAMENTO
O laudo necroscópico confirmou que o homem foi assassinado por estrangulamento mecânico. Também apontou indícios de mais de um executor ou do uso de algum tipo de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Já o cruzamento de imagens de câmeras de segurança revelou a presença de um veículo suspeito na garagem da residência do casal na madrugada do crime, deixando o local e seguindo exatamente para onde o cadáver foi deixado.
Com todas essas informações, a investigação, comandada pelo delegado Eduardo Lima de Paula, pediu e a Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão na casa da vítima. Mas antes de cumprir a busca, a polícia chamou a viúva para ser ouvida nesta sexta-feira (24), na delegacia de polícia a fim de prestar mais esclarecimentos.
De acordo com a polícia, no início ela manteve a versão inicial de que a vítima teria consumido medicação por conta própria, feito uso de bebidas alcoólicas e, que antes de sumir, saiu a pé de casa por volta das 23h em direção a um suposto churrasco.
DOPADO
Mas assim que ficou sabendo sobre a ordem de busca e, das demais provas colhidas até o momento, a mulher acabou confessando tudo e com detalhes. Contou ter sedado a vítima com várias doses de clonazepam e a estrangulado com uma corda em sua residência. O cadáver foi colocado no porta-malas de um veículo alugado até a estrada na zona rural onde foi deixado. A polícia investiga a participação de uma pessoa que teria ajudado com o transporte do corpo.
CELULAR E CARTÕES ESCONDIDOS
Na sequência, a equipe foi até a residência, onde encontrou e apreendeu o celular da vítima, que estava escondido debaixo do colchão. Também foram encontrados cartões bancários da vítima debaixo do travesseiro. O celular foi encaminhado à perícia.
A mulher alegou que vivia há 23 anos com o marido e que o matou motivada por ‘recorrentes agressões domésticas’, versão que será checada pela delegacia. Por enquanto ela responderá ao crime em liberdade.
As investigações continuam para apurar mais informações sobre a forma como tudo aconteceu e envolvimento de mais pessoas.
