A Justiça decidiu na manhã desta quarta-feira (5) converter em preventiva a prisão em flagrante do guarda civil municipal de Araçatuba de 60 anos que matou a tiros José Roberto Nunes, de 55 anos, em frente à praça Rui Barbosa, ao lado da agência do Banco do Brasil.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia. Com isso, o guarda ficará preso por tempo indeterminado aguardando o andamento do inquérito e depois o processo criminal. Para tentar revogar a prisão preventiva, a defesa do acusado pode fazer um pedido por meio de Habeas Corpus, que será analisado pelo juiz.
O crime aconteceu na manhã de terça-feira (4), por volta de 10h30. O autor dos tiros estava de folga no momento. Ele e a vítima vinham se desentendendo por motivos familiares– por conta de uma partilha de bens– inclusive tiveram novas discussões pouco antes do fato e se encontraram no centro da cidade. O agente alega legítima defesa. A vítima era filho da madrasta do autor dos disparos.
Foram feitos dois disparos. O guarda acionou as autoridades pelo telefone após os tiros e permaneceu no local aguardando a chegada das equipes. Ele usou uma arma particular, que foi recolhida pela perícia.
Uma pessoa que passava por lá na hora e depois um policial militar tentaram reanimar a vítima fazendo massagem cardiopulmonar até a chegada do Samu, porém o homem chegou sem vida à Santa Casa. O autor dos disparos foi conduzido à delegacia e preso em flagrante.
A Prefeitura de Araçatuba determinou a instauração de procedimento administrativo disciplinar pela Corregedoria da Guarda Civil Municipal para apurar a conduta do agente envolvido.
