A Polícia Civil vai apurar agressão sofrida por um aluno de 13 anos dentro de uma escola cívico-militar de Birigui, atingido por um golpe de pá de lixo na cabeça. Ele está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Araçatuba. O autor é outro aluno da mesma escola e mesma série.
O caso aconteceu no final de julho, mas só foi registrado na delegacia de polícia na segunda-feira (3), pelo Conselho Tutelar, após o órgão ter sido procurado pela mãe da vítima.
Segundo o registro policial, os dois alunos estudam na escola estadual Professora Esmeralda Milano Maroni, bairro Perdizes. O fato aconteceu no dia 29 de julho, na hora da saída dos estudantes. Segundo informações passadas pela escola, nenhum funcionário da unidade presenciou o caso, provavelmente por conta da grande quantidade de estudantes no momento.
No dia seguinte, os alunos envolvidos foram ouvidos por dirigentes da escola e disseram que tudo não passou de uma brincadeira. Ambos foram orientados sobre o comportamento inadequado.
Porém, pouco tempo depois, a mãe do aluno agredido procurou a escola contando que o filho passou a reclamar de dores fortes de cabeça, o que a fez procurar atendimento médico. Segundo ela, exames de imagem constataram uma lesão intracraniana, o que gerou a transferência do menino para a Santa Casa de Araçatuba, onde está internado, sem previsão de alta. Embora esteja na UTI, o menino está consciente e apresenta boa evolução do estado de saúde.
ESCOLA CÍVICO-MILITAR
Uma escola cívico-militar é uma instituição pública onde a gestão é compartilhada. Professores civis cuidam da parte pedagógica e curricular, enquanto policiais ou militares da reserva auxiliam na administração, na disciplina e na civilidade.
NOTA DA SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO:
A Unidade Regional de Ensino (URE) de Birigui lamenta profundamente o ocorrido e repudia qualquer forma de violência, dentro ou fora do ambiente escolar.
Assim que tomou conhecimento do desentendimento entre os estudantes, a equipe gestora adotou as providências cabíveis e acionou as responsáveis para uma reunião de mediação. A equipe gestora segue acompanhando o quadro de saúde do aluno e prestando suporte necessário à família.
A equipe regional do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP) também acompanha a situação, e um profissional do Programa Psicólogos nas Escolas está à disposição dos estudantes para atendimento.
A direção da unidade permanece à disposição das famílias para prestar os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente escolar seguro, acolhedor e pautado na cultura de paz.

2 Comentários
Excelente a matéria, que esta falando com transparência sobre o caso, onde infelizmente por uma brincadeira de pré adolescentes, resultou no aluno sendo hospitalizado.
Obrigado pelo comentário e por seguir nosso trabalho. Estamos à disposição!