A Estrela, tradicional marca de brinquedos que alegrou a infância de gerações de brasileiros, protocolou hoje (20) pedido de recuperação judicial. Durante o processo, a empresa garante que suas operações continuarão normalmente, abrangendo desde a fabricação até a venda dos produtos.
A empresa se transformou em uma gigante do setor ao longo do século 20, chegando a rivalizar com as maiores marcas mundiais, embora tenha surgido em 1937 apenas como uma fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira.
Em comunicado aos acionistas, a decisão foi justificada por “pressões econômicas e setoriais relevantes”. Entre os motivos apontados estão os impactos financeiros acumulados nos últimos anos, o aumento do custo de capital com restrição de crédito e as mudanças nos hábitos de consumo diante da forte concorrência de produtos digitais.
Brinquedos icônicos e indispensáveis para as crianças do país, como o Banco Imobiliário e o Autorama, foram levados às prateleiras pela Estrela ao longo de suas quase nove décadas de história.
