O Ministério Público e as polícias Civil e Militar realizaram nesta sexta-feira (31), na região de Araçatuba, operação contra o PCC (Primeiro Comando da Capital), especificamente sobre a atuação do grupo no tráfico de drogas. Ao todo, 13 pessoas foram presas, além da apreensão de celulares, dinheiro e entorpecentes.
Durante a ação, que recebeu o nome de ‘Regresso‘, um homem de 36 anos foi morto no confronto com policiais militares em Penápolis, no bairro Parque dos Girassóis. A polícia informou que ele tinha várias anotações criminais, entre elas por homicídio e roubo. O mandado de busca contra ele foi expedido por conta da informação de que teria adquirido arma de fogo para um integrante do PCC, aliás, a arma seria a mesma usada contra os policiais hoje.
Segundo o Gaeco, o grupo especial do Ministério Público que combate o crime organizado, investigações identificaram que 13 dos 21 alvos da operação são membros do PCC, exercendo funções estratégicas em diferentes setores da facção, incluindo o chamado ‘Setor do Progresso’ – incumbido da administração da distribuição e comercialização de drogas no Brasil– além de membros que desempenham funções de ‘disciplina’ — cargo encarregado de fiscalizar as regras, julgar conflitos internos e aplicar castigos aos membros que desobedecem ao código de conduta da facção.
Ao todo, foram expedidos pela Justiça 27 mandados de busca e apreensão domiciliar e 10 mandados de prisões, num total de 21 investigados, e diligências realizadas em 32 locais distribuídos pelos municípios de Araçatuba, Birigui, Penápolis, Lins, Tarumã e Teodoro Sampaio. Além dos 10 mandados de prisão, todos cumpridos, mais três pessoas foram presas em flagrante.
Até o final da manhã de hoje, o balanço completo da operação ainda não tinha sido fechado. A princípio foram apreendidas armas de fogo, munições, cerca de 17 mil em dinheiro, computadores e drogas.
As diligências visavam localizar e prender os investigados, apreender drogas, armas de fogo, aparelhos telefônicos, documentos, valores, registros contábeis e outras provas relacionadas às atividades da organização criminosa.
