Quase metade dos brasileiros adultos começa o ano com contas em atraso — e o número segue em alta.
Dados recentes da Serasa Experian mostram que o país atingiu um novo recorde histórico de inadimplência, com cerca de 81,7 milhões de pessoas negativadas.
O tamanho da dívida no país
O volume total das dívidas também chama atenção.
- Mais de R$ 520 bilhões a R$ 540 bilhões em débitos acumulados
- Aproximadamente 49% da população adulta está inadimplente
- Média de mais de R$ 6 mil por pessoa em dívidas
Ou seja: praticamente 1 em cada 2 brasileiros adultos enfrenta dificuldades para manter as contas em dia.
Crescimento contínuo
O dado não é isolado.
A inadimplência vem crescendo de forma constante nos últimos anos:
- 2021: cerca de 62 milhões
- 2023: acima de 70 milhões
- 2025: mais de 80 milhões
- 2026: novo recorde histórico
O avanço já dura mais de 12 meses consecutivos de alta, segundo os levantamentos.
O que explica esse cenário?
Especialistas apontam uma combinação de fatores:
- juros altos, que encarecem o crédito
- aumento do custo de vida
- endividamento acumulado desde a pandemia
- dificuldade de reorganização financeira
Além disso, muitos consumidores acabam pagando apenas os juros, sem conseguir reduzir o valor principal da dívida.
Quem mais é afetado?
A maior parte dos inadimplentes está na faixa economicamente ativa:
- entre 26 e 60 anos, que concentram a maior parcela das dívidas
- pessoas em fase produtiva, que sustentam famílias e movimentam a economia
O que esse número revela?
Mais do que um dado econômico, o recorde de inadimplência mostra um retrato atual do país:
- dificuldade de equilíbrio financeiro
- pressão no dia a dia das famílias
- impacto direto no consumo e na economia
E o que vem pela frente?
A tendência ainda preocupa.
Se o cenário econômico continuar pressionado, especialistas apontam que o número pode continuar crescendo nos próximos anos.
No fim, o dado vai além dos números:
ele mostra como milhões de brasileiros estão lidando com escolhas difíceis todos os dias.
