A ação realizada na tarde de quarta-feira (16) pela Vigilância Sanitária em uma fábrica clandestina de hambúrgueres e espetinhos, próxima à praça do Bairro Alto, em Birigui (SP), apreendeu 175 quilos de carne sem procedência e fora das normas sanitárias vigentes.
O espaço produzia itens como linguiças, hambúrgueres e espetinhos, além de processar e armazenar sebo. Segundo a Vigilância Sanitária, a situação colocava em risco a saúde dos trabalhadores e dos consumidores.
Diante da constatação, os produtos encontrados em desacordo com as especificações sanitárias foram inutilizados e encaminhados ao aterro sanitário.
DENÚNCIA
Os agentes da Vigilância Sanitária receberam uma denúncia na semana passada sobre a fabricação de embutidos no endereço. O órgão informou que houve outras tentativas de vistoria, mas apenas na tarde de ontem a equipe encontrou o estabelecimento aberto.
No local estavam três funcionários e um homem que se apresentou como pai do responsável, acionado por este para comparecer ao estabelecimento. O homem indicado como responsável chegou em seguida e, ao ser questionado, afirmou que a verdadeira proprietária era sua esposa, de 34 anos.
Segundo apuração do Portal Nossa Guia, o homem que apontou a esposa como dona do negócio seria um ex-vereador de Araçatuba (SP).
SEM DOCUMENTAÇÃO
Durante a vistoria geral, a equipe constatou a situação precária de armazenamento dos alimentos. À proprietária foi solicitada a documentação pertinente à atividade, mas nenhum documento foi apresentado, tampouco alvará de licença ou autorização dos órgãos competentes para o funcionamento da fábrica.
Diante das irregularidades, foram lavrados os autos de infração e penalidade, com a determinação da interdição total do estabelecimento.
Na esfera policial, a ocorrência foi registrada na delegacia como crime contra as relações de consumo, que estabelece estabelece infrações penais praticadas por fornecedores e comerciantes contra o consumidor. A pena principal é de detenção de 2 a 5 anos, ou multa.
No boletim de ocorrência o casal permaneceu em silêncio, alegando que pretendem esclarecer os fatos em outra ocasião, acompanhados dos advogados. A reportagem tenta contato com os responsáveis pela fábrica, e o texto será atualizado assim que houver retorno.
