A Polícia Civil prendeu em flagrante, na quarta-feira (16), em Araçatuba (SP), um pedreiro de 38 anos suspeito de castigar o enteado, um menino de 10 anos, com um vara e um pedaço de mangueira de plástico.
O caso chegou ao conhecimento das autoridades por meio de uma denúncia anônima feita pelo telefone 197, que relatava agressões frequentes cometidas pelo padrasto. Devido às marcas deixadas no corpo, a criança frequentemente faltava às aulas.
FALTAS NA ESCOLA
Diante da denúncia, os policiais estiveram inicialmente na antiga escola da vítima. A direção confirmou o alto índice de faltas, a presença de ferimentos pelo corpo e o comportamento acuado do aluno, que demonstrava medo do padrasto e preocupação excessiva com pequenas situações cotidianas por receio de punições em casa.
Em seguida, a equipe policial se dirigiu à residência da família, no bairro Amizade. A mãe atendeu os agentes e autorizou a entrada na parte da frente do imóvel.
DE JOELHOS
Durante a conversa com os policiais, o menino confirmou as agressões e mostrou lesões nos braços e nas pernas — algumas recentes, outras em processo de cicatrização. Ele contou que era agredido com varas e com um pedaço de mangueira, objeto que acabou apreendido. A vítima contou ainda que era obrigada a ficar de joelhos como castigo por motivos escolares e situações corriqueiras.
MÃE CONCORDAVA COM OS CASTIGOS
Questionada, a mãe confirmou os castigos físicos e afirmou que “concordava com esse método de correção”. O padrasto, que também estava no local, admitiu aos policiais que obrigava o menino a se ajoelhar e, considerando a medida insuficiente, aplicava castigos mais severos com violência física para fins corretivos.
EXTREMA VIOLÊNCIA
Já na delegacia, o Conselho Tutelar foi acionado para comparecer. Um conselheiro relatou que, após conversar com a criança, constatou inúmeros hematomas em diversas partes do corpo, como pés, braços, coxas e pernas, em diferentes estágios de evolução. Para o órgão, o cenário evidenciou uma situação de extrema violência física e reiterada, ocorrendo ao longo de um período considerável.
Com base nas evidências colhidas, o delegado responsável determinou a prisão em flagrante do padrasto, que responderá a inquérito policial pelo crime de maus-tratos. O Conselho Tutelar informou que buscaria familiares para providenciar a guarda provisória do menino.
Após realização de audiência de custódia na manhã de hoje, o homem foi colocado em liberdade.
