Uma discussão por motivos ainda não esclarecidos é a principal linha de investigação sobre o assassinato do aposentado Orivaldo Muniz Pacheco, de 74 anos, morto pelo próprio filho, de 32 anos, na rua Canjiro Takebe, no bairro Casa Nova, em Araçatuba (SP). O crime aconteceu na noite de terça-feira (15), mas o corpo só foi descoberto pela polícia na tarde de ontem.
Nesta quinta-feira (17), o suspeito passou por audiência de custódia e teve o flagrante convertido em prisão preventiva, o que significa que ele permanecerá preso por tempo indeterminado.
Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito alegou ter chegado em casa por volta das 23h, após ter ingerido bebida alcoólica e cocaína. Ele morava com os pais, mas dormia em um quarto nos fundos da residência. No momento do crime, a mãe não estava no local, pois havia saído para cuidar da própria mãe.
Segundo o relato do filho, o pai foi até os fundos, tirou satisfações e começou a ofendê-lo. O rapaz alegou que a situação o deixou nervoso e que passou a agredir o pai até que ele parasse de se mexer.
PANELA APREENDIDA
De acordo com a polícia, o aposentado apresentava ferimentos contusos na cabeça — lesões provocadas pelo impacto de superfícies ou objetos sem corte ou ponta —, além de marcas aparentes de afundamento craniano. Contudo, ainda é preciso apurar com precisão qual objeto provocou os ferimentos ou se eles ocorreram durante uma luta corporal.
Uma panela foi apreendida pela polícia como possível arma do crime e será periciada.
A mãe da vítima já havia sido ouvida e confirmou que o filho é usuário contumaz de drogas. Ela relatou que ele já havia feito ameaças de morte e agredido o pai anteriormente, havendo inclusive boletins de ocorrência registrados sobre esses fatos.
COMO ACONTECEU
Logo na manhã de quarta-feira, a esposa da vítima estranhou a ausência do marido e perguntou ao filho se ele tinha notícias do pai. O rapaz respondeu que não sabia de nada.
Ainda segundo a polícia, por volta das 8h, ao retornar da casa de sua mãe, onde presta cuidados, a mulher encontrou o filho lavando o quintal e notou manchas de sangue no chão. Quando ela perguntou o que havia acontecido, o rapaz alegou que tinha sofrido uma queda e machucado o nariz.
Cada vez mais preocupada com o sumiço do marido, por volta das 10h30 a esposa foi até o Pronto-Socorro Municipal para verificar se ele havia dado entrada na unidade de saúde. Como não o encontrou, retornou para casa.
Por volta das 14h, ao voltar para o imóvel, a mulher viu o filho saindo do local carregando sacolas e uma bolsa improvisada com uma blusa preta. Antes de ir embora, o rapaz avisou a mãe que o pai estava no “quartinho dos fundos”.
Foi então que ela encontrou a vítima deitada de barriga para cima, com ferimentos e sangue em várias partes do corpo. A mulher acionou imediatamente a Polícia Militar e, em seguida, a Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, mas o óbito foi constatado ainda no local.
O filho foi preso no início da noite pela Polícia Militar na rua Jerônimo de Mello, no bairro Jardim do Trevo.
