O Tribunal do Júri de Araçatuba(SP) condenou à pena de 22 anos de prisão, em regime fechado, o réu Paulo Henrique Souza Costa pelo assassinato de Rodrigo Aparecido Simão de Sousa, crime praticado na madrugada do dia 1º março de 2020, na quadra de uma escola estadual no bairro São José.
De acordo com a investigação, o crime foi motivado por chantagem. A vítima era homossexual e ameaçava expor fotos de um caso amoroso e secreto que mantinha com o acusado, que escondia o relacionamento por ter namorada e por medo da repercussão na comunidade. Réu e vítima eram vizinhos e mantinham encontros quinzenais às escondidas.
Ao final do júri, realizado no Fórum de Araçatuba, os sete jurados votaram e decidiram por maioria acatar integralmente a tese defendida pelo Ministério Público, ou seja, que o réu cometeu homicídio — com a agravante de não ter dado chance de defesa à vítima—e a prática de furto.
O promotor de Justiça Adelmo Pinho informou à reportagem do portal Nossa Guia que não irá recorrer da sentença. A reportagem tenta contato com o advogado de defesa e assim que conseguir o texto será atualizado.
O juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda manteve a prisão preventiva do réu, não dando a ele o direito de recorrer da sentença em liberdade. “(…) o réu não comprovou trabalho lícito, tentou fugir, sendo capturado em outro Estado da Federação e, se posto em liberdade, há grande chance de fugir, devido à condenação, para evitar a aplicação da lei penal”, destacou o juiz em trecho da sentença.
O CASO
Segundo o processo, o relacionamento entre o réu e a vítima era conturbado e, por motivo não esclarecido, a vítima ameaçava tornar público o caso amoroso que mantinham publicando algumas fotos que possuía do denunciado nas redes sociais.
Na madrugada do crime, a vítima foi até a quadra da escola achando que se encontraria com o acusado para mais um encontro íntimo. Porém, o acusado esperava no local escondido e armado com um revólver.
SEM CHANCE DE DEFESA
Surpreendido e sem qualquer chance de reagir ou se defender, a vítima foi atingida por vários tiros à queima-roupa no rosto, no ombro, na perna e no peito, morrendo no local devido à perda de sangue.
Logo após os disparos, o acusado pegou o celular da vítima — onde estariam as fotos comprometedoras — e fugiu. Em seguida, ele escondeu o revólver em uma casa abandonada da vizinhança, que mais tarde foi encontrada pela polícia.
