O Tribunal do Júri de Araçatuba(SP) se reúne nesta quinta-feira (10) para julgar Paulo Henrique Souza Costa pelo assassinato de Rodrigo Aparecido Simão de Sousa, na madrugada do dia 1º de março de 2020, na quadra da Escola Ezequiel Barbosa, na Rua Serviliano da Silva Junior, no Bairro São José.
De acordo com a investigação, o crime foi motivado por chantagem. A vítima era homossexual e ameaçava expor fotos de um caso amoroso e secreto que mantinha com o acusado, que escondia o relacionamento por ter namorada e por medo da repercussão na comunidade. Réu e vítima eram vizinhos e mantinham encontros quinzenais às escondidas.
Segundo o processo, o relacionamento deles era conturbado e, por motivo não esclarecido, a vítima ameaçava tornar público o caso amoroso que mantinham publicando algumas fotos que possuía do denunciado nas redes sociais.
Na madrugada do crime, a vítima foi até a quadra da escola achando que se encontraria com o acusado para mais um encontro íntimo. Porém, o acusado esperava no local escondido e armado com um revólver.
SEM CHANCE DE DEFESA
Surpreendido e sem qualquer chance de reagir ou se defender, a vítima foi atingida por vários tiros à queima-roupa no rosto, no ombro, na perna e no peito, morrendo no local devido à perda de sangue.
Logo após os disparos, o acusado pegou o celular da vítima — onde estariam as fotos comprometedoras — e fugiu. Em seguida, ele escondeu o revólver em uma casa abandonada da vizinhança, que mais tarde foi encontrada pela polícia.
No processo não constam informações sobre como se deu a prisão, nem quando ou onde. O fato é que o réu está preso preventivamente e responderá no júri popular pelos crimes de assassinato — com a agravante de não ter dado chance de defesa à vítima — e também por furto.
O julgamento está marcado para começar às 9h, no Fórum de Araçatuba.
